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China vive revolução de carros elétricos de R$ 6 mil
Rio de Janeiro, 11/07/2015.


Um elétrico de baixa velocidade da Shandong Tangjun Electric Co
Jason Vogel


Há mais de cem anos, os fabricantes ocidentais tentam fazer carros elétricos "tão bons quanto os modelos a gasolina".
Hoje, modelos como o Nissan Leaf e os Tesla até conseguem alcançar tal objetivo, mas esbarram em altíssimos custos de produção.
Eis que os chineses vêm tomando outro caminho: fabricar carrinhos elétricos pequenos simples e baratos, sem qualquer pretensão de competir com os automóveis normais.



Jinma JMW2200: visual tenta copiar o BMW i3


São os chamados elétricos de baixa velocidade, uma revolução que vem ganhando corpo por meio de centenas de pequenos fabricantes. Só no ano passado, 400 mil carrinhos dessa categoria foram vendidos na China - em comparação com 84 mil elétricos
convencionais ou híbridos.

Usados em cidades do interior, esses modelos são proibidos de circular em rodovias. Em metrópoles como Xangai e Pequim,
muita gente nem sabe que os pequeninos elétricos existem. Alguns são vendidos por 1/3 do preço de um Chery QQ a gasolina.



Dexing Jinniu: um elétrico por menos de R$ 6 mil


As receitas prescrevem tamanho diminuto, baterias de chumbo comuns, motores elétricos de até 4kW (5,4cv) e velocidades que raramente superam 60km/h. Muitos não têm airbags ou, sequer, cintos de segurança, o que não parece ser uma preocupação em áreas rurais da China. Suas linhas, amiúde, copiam modelos ocidentais.

Um exemplo de elétrico de baixa velocidade é o Dexing Jinniu, que custa apenas 11.800 yuans - o equivalente a R$ 5.940. Com quatro portas e quatro lugares, o carrinho mede 2,59m de ponta a ponta (10cm a menos do que um Smart Fortwo).




O interior do Dexing Jinniu. Plásticos da loja de R$ 1,99


Sua aparência é canhestra: tem "grade de Mini", faróis e lanternas clonados do conceito Smart Forspeed, carroceria de linhas d
esconexas e plásticos que parecem saídos de uma loja de R$ 1,99 na Saara.

O que importa, contudo, é que o Dexing Jinniu cumpre seus objetivos. Um motorzinho traseiro de 1,5kW (meros 2cv) permite
alcançar a máxima de 40km/h e rodar 100 quilômetros entre as recargas, sem emitir gases nocivos na poluidíssima China.
Para quem nunca teve um meio de transporte individual, é suficiente.

A multiplicação dos elétricos de baixa velocidade vem fazendo com que um novo tipo de indústria de prensas de metal
prospere na China. A lataria é estampada em máquinas de baixo custo e cortada por robôs. O ferramental para fazer uma carroceria inteira custa menos de US$ 1 milhão, valor irrisório em se tratando de indústria automobilística.



Carrocerias prontas para a montagem em uma fábrica da província de Shandong

Engenheiros formados ou amadores desenham seus carros e financiam seus próprios projetos e fábricas, algo semelhante ao que
 se via na Europa e nos EUA no fim do século XIX. As empresas fornecedoras de equipamentos para veículos elétricos - como ar-condicionado, aquecedor e assistência de freios tocados por bateria - também se multiplicam.



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